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ALFABETIZAÇÃO, UM DIFÍCIL CAMINHO... (escrito por - Grace Ferreira)

    Ato de ler e escrever, tão de desejado e tão sonhado por inúmeros pais. Qual pai, não imaginou um dia, ver seu filho lendo e escrevendo, tornando-se assim, mais independente.

    Alfabetizar-se não significa apenas saber ler e escrever, é necessário atribuir significados e conseguir usá-los de forma prática no dia-a-dia. Por isso, não basta conhecer o nome das letras, é preciso conhecer seu som, sua forma e, principalmente, saber usá-las, como forma de comunicação, tanto oral, quanto escrita. A alfabetização é um processo, que desenvolve-se lentamente a partir do amadurecimento do aluno. O ambiente servirá apenas de estímulo e incentivo, para que o aluno sinta-se motivado a aprender, mas somente estando apto e maduro, poderá realizá-la.

    Nem todas as crianças conseguem alfabertizar-se com 7 anos, isto não quer dizer, que não conseguirão em outro momento e sim, que existem dificuldades que precisam ser trabalhadas. Os sentidos (visão, audição, olfato, tato e gustação) se fazem muito importantes neste trabalho, pois são nossa porta de comunicação com o mundo.

    Através dos sentidos, mantemos contato com o mundo exterior e realizamos aprendizados. Durante a alfabetização, trabalha-se muito a memória visual, através de cartazes, objetos, etc. A criança deverá enxergar várias vezes e, se possível, de forma concreta, o que está sendo ensinado, para que consiga incorporar aquele conhecimento.

    A percepção auditiva ajuda as crianças a difrenciar o som das letras, auxiliando no aprendizado da escrita, por isso se faz necessário, além do professor insistir na demonstração da colocação labial e da língua ao falar a letra, também, o auxílio de músicas para tornar mais agradável o trabalho.

    O olfato, o tato e a gustação serão bem estimulados nas brincadeiras de apresentação das letras, como por exemplo o "A" de abacaxi. Os alunos serão incentivados a cheirar a fruta, tocá-la e prová-la, com certeza, desta forma, será mais gostoso aprender e mais difícil esquecer. A atenção e a concentração são também fatores importantíssimos, para que se realize a alfabetização. Um aluno que não consegue ficar atento, ou capta estímulos variados ao mesmo tempo, terá seu rendimento alterado e prejudicado. A alfabetização, poderá ocorrer em vários momentos da nossa vida, tanto quando crianças, ou adultos, dependerá da maturidade e prontidão.

    Prontidão esta, que se dará em casos especiais, a partir do trabalho de estímulo e compensação de dificuldades de linguagem, mentais ou motoras, como também de aquisição de conduta adequada.

    A tranquilidade dos pais torna-se fundamental, para que este processo possa se realizar sem cobranças exageradas. Os pais devem procurar recursos para o desenvolvimento de seu filho, sem nunca deixar de respeitar seus limites, dando o tempo necessário ao seu desenvolvimento.

    Muitas pessoas se alfabetizarão no tempo padrão, outras demorarão um pouco mais a desenvolver-se e outras não conseguirão obter o domínio da leitura e da escrita.

    As crianças, que alfabetizam-se no tempo padrão, não terão suas vidas alteradas, as que custarem a realizar esta conquista precisarão de muito estímulo e incentivo de sua família e da escola, causarão momentos de desiquilíbrio e no final saborearão sua vitória. Os que não conseguirem se alfabetizar, ensinarão seus pais a reciclar seus ideais e valores e, partir junto a si, na procura de alternativas e propostas de acordo com suas possibilidades. Nem todas as pessoas são alfabetizadas, mas todas merecem estar felizes como são e, serem boas e capazes em outras atividades.

Grace Ferreira

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O JOVEM ESPECIAL E O DIREITO DE EXPRESSÃO (escrito por -  Grace Ferreira) 

    Sexualidade assunto este que chama atenção de milhares de leitores sejam jovens, adultos, homens, mulheres,... enfim, por vários motivos que podem ser entre outros, preconceito, prazer, crítica, busca de novidade...

    Quando o assunto é sexualidade parece impossível não tocar-se nos termos: tabu ou preconceito. O sexo em nossa sociedade ainda em grande porcentagem é visto como algo sujo, proibido, feio e tratando-se da sexualidade de um ser especial o preconceito parece aumentar. Toda pessoa possui direito a expressão sexual, nossos jovens possuem uma deficiência na área cognitiva, psicomotora ou afetiva e não na sua sexualidade.

    Não defendo a idéia de que o adolescente especial deva manter relacionamento sexual, e sim que tenha direito a desfrutar, sentir o prazer que em atos masturbatórios revela necessidade.

    Se terá ou não relacionamento sexual dependerá não só de seu entendimento e noção de realidade mas acima de tudo dos critérios que sua família estabelecerá.

    Os pais deverão orientar seus filhos, conversar, estabelecer locais privados e dar-lhes um mínimo de privacidade, para que em sua inocência e desejo, não sejam ocularmente violentados. A educação sexual que precisamos transmitir aos nossos jovens vai além das noções de reprodução, diferenças entre homens e mulheres e métodos contraceptivos é preciso ajudar e proporcionar que desenvolvam atitudes positivas quanto a si próprios e quanto aos outros.

    A pessoa especial possui desejo tanto quanto qualquer outra pessoa, o que difere não é o seu sentir e sim o seu agir, pois esta geralmente não possui crítica quanto a cuidados ou privacidade. Sua necessidade humana deverá ser encarada como fator biológico/emocional natural e orientada para que um processo inerente a sua vontade não torne-se um problema familiar.

    Muitos adolescentes especiais tem muita facilidade de entrosamento com novas pessoas, devemos orientá-los para que as demonstrações de carinho como beijos e abraços sejam dedicadas a pessoas conhecidas para evitar que possam ter sua inocência explorada. As orientações e experiências dependerão do tipo de deficiência e grau de comprometimento do ser especial. O aprendizado será lento, mas gratificante.

    Mas com certeza a base de tudo estará no respeito e direito de expressão que cada família proporcionar a seus adolescentes.

Grace Ferreira

    

 

INTEGRAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E FELICIDADE (escrito por - Grace Ferreira)

    Integrar significa completar, totalizar, inteirar, fazer parte de... Exatamente fazer parte de...

    O assunto está em pauta, espero que realmente esteja sendo assumido com seriedade por todos os envolvidos.

    Fala-se muito e principalmente na integração da criança especial na escola regular.

    É preciso que os profissionais, estabelecimentos e planejamento sofram uma reciclagem e por consequência mudança de comportamento.

    Ensinar um aluno "diferente" exige muito mais tempo, paciência, doação, ... e estes fatores estarão dentro de cada professor, pois a legislação não coloca sentimentos e eficiência dentro de cada um.

    Enquanto os currículos escolares não forem flexíveis, permitindo o aprendizado lento valorizado, sem siginificar e salientar fracasso cada vez mais estará em evidência a diferença. Muitas crianças especiais poderão estar integradas no ensino regular, mas caberá a família observar se seu filho está se desenvolvendo e crescendo. Se a criança especial estiver integrada, feliz e desenvolvendo suas potencialidades realmente, estará integrada, caso contrário estará apenas satisfazendo um capricho ou até dificuldade de seus pais de encararem a realidade.

    Fico feliz, quando um aluno nosso consegue integrar-se ao ensino regular, isto é sinal de que cresceu e está mais forte. Vejo o quanto falta na batalha desta mesma integração, quando vejo tentativas frustradas. Muitas vezes, é  mais fácil, emocionalmente, para um pai ter seu filho na escola regular, mesmo que fique de lado, sem desenvolver-se, estará ali, satisfazendo expectativas.

    A escola especial possui um estigma, assim como tudo que é diferente, muitos pais não aceitam ver seus filhos no ensino especial. Somos diferentes sim. E cada vez seremos mais. Acreditamos no potencial de cada ser, trabalhamos para vê-los desenvolvendo-se felizes. Promovemos a integração de nossos alunos na comunidade, com passeios e compras.

    Tenho certeza que, independente de aonde estiverem precisarão estar felizes, respeitados e desenvolverem-se à cada dia. Descobriremos em cada ser suas potencialidades e é através delas, que faremos com que acreditem em si e se valorizem.

    O dia em que a integração, realmente existir não precisará ser tão falada ou imposta, será natural, óbvia, pois humanamente somos todos iguais.

    É uma pena que a sociedade ainda esteja tão fria e despreparada.

    Cada aluno nosso será fortalecido para que se aceite e ame do jeito que é, a sociedade que se recicle, pois no mundo atual, quem não se recicla apodrece.

Grace Ferreira